ABiogásNews | Agosto 2020: NOTÍCIAS DE JULHO

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[:pb]MME abre consulta pública do PNE 2050

O Ministério de Minas e Energia (MME) lançou, em 13 de julho, a consulta pública no 95, para contribuições de agentes ao Plano Nacional de Energia 2050 – PNE 2050. O documento foi elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a partir de diretrizes do ministério. A consulta vai durar três meses. As contribuições e os documentos relativos ao plano estão disponíveis aqui.

Segundo informações do MME, o PNE 2050 “explora, por meio de cenários, os diversos aspectos da evolução do setor em uma perspectiva de múltiplas alterações na produção e uso de energia, comumente aglutinadas na chamada transição energética. Em um contexto de grande imprevisibilidade, o Plano busca explorar alternativas de futuro de modo a aprimorar o processo de tomada de decisão em políticas energéticas”.

O ministério anunciou a realização de seminários virtuais em julho e agosto com órgãos de Estado, associações de geração e transmissão de energia elétrica e “a sociedade de um modo geral, com o objetivo propiciar uma ampla divulgação sobre os conceitos e o conteúdo específico de cada tema contido no documento”.
O último Plano Nacional de Energia, com foco em 2030, foi publicado em 2007.

ZEG inaugura projetos de biogás e biometano

Dois projetos da ZEG Ambiental estão prestes a iniciar operação. Em Moju, no Pará, a produtora de óleo de palma Marborges vai aproveitar a vinhaça oriunda do processo produtivo para gerar biogás e energia elétrica. Já no Aterro Sapopemba, em São Paulo, parte do biogás já gerado no local e que abastece uma termelétrica será purificado e convertido em biometano.

Em webinar promovido pela ABiogás e a Ecomondo no início de julho, o CEO da ZEG, Daniel Rossi, contou que o projeto da Marborges vai usar 110 mil m³ anuais de vinhaça para gerar 2,4 milhões de m³ de biogás. O energético vai ser usado em motogeradores, com capacidade para gerar 4 mil MWh por ano – equivalente a 70% da demanda elétrica da unidade fabril. Além disso, o projeto da ZEG vai permitir o reuso da água residual do processo de biodigestão. Segundo Rossi, o projeto contempla uma segunda fase, para conversão de biogás em biometano.

E é justamente a purificação do biogás o principal processo do projeto que vai dar a partida em setembro no Aterro Sapopemba. A ZEG já instalara uma planta para produção de 360 mil m³/dia de biogás, que alimenta uma termelétrica de 5 MW. Agora, parte do combustível será convertido em biometano, num volume diário que chegará a 30 mil m³ diários numa primeira etapa, chegando a 90 mil m³ diários no final da implantação.

De acordo com Rossi, o biometano gerado vai ser usado para abastecimento de frota de veículos a GNV e também por indústrias do entorno.

Revisão das metas do Renovabio opõe distribuidoras

As distribuidoras BR Distribuidora e Raízen, que juntas representam 46% da meta atual de compra obrigatória de Créditos de Descarbonização (CBIOs), divergiram na consulta pública que discutiu a redução das metas do RenovaBio para 2020. A revisão, proposta pelo MME, foi motivada pela crise econômica provocada pela pandemia de Covid-19, especialmente no mercado de combustíveis.

Originalmente, as distribuidoras de combustíveis fósseis teriam de adquirir 29 milhões de CBIOs em 2020. Devido à pandemia, o MME propôs reduzir essa meta para 14,6 milhões de certificados. Entretanto, na consulta pública promovida pelo ministério, enquanto a BR Distribuidora defendeu um corte ainda maior, para 8,5 milhões de CBIOs, a Raízen propôs metas compulsórias de 16 milhões de certificados.

Segundo informações da agência epbr, a BR se baseou em um estudo do Pecege/USP que considera a exposição do RenovaBio ao mix da produção sucroalcooleira e o efeito das compras de créditos não-obrigadas (por outros agentes, que não distribuidoras) nos preços dos títulos. Isso fez a companhia apontar risco de escassez de CBIOs a partir de 2024 e potencial atraso nas emissões este ano.

Produtora de açúcar e etanol, a Raízen avaliou que a redução proposta pelo MME era exagerada e sugeriu um número um pouco maior. “Tal proposta, em um cenário otimista, ainda permitiria uma possível oferta excedente de aproximadamente 3 milhões de CBIOs ao final de 2020″, diz documento enviado pela companhia ao ministério, de acordo com a epbr.[:]

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