Vice-presidente da ABiogás fala sobre aproveitamento energético de resíduos em seminário do Museu do Amanhã, no Rio

19 de agosto de 2019 / Comments (0)

Destaques Setor

Foto: Guilherme Leporaci – Museu do Amanhã

Na última sexta-feira (16/08), o vice-presidente da ABiogás, Gabriel Kropsch, participou do seminário Resíduos Sólidos e Economia Circular, realizado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O evento reuniu representantes de órgãos públicos, empresas e sociedade civil, e apresentou dados do último Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU).

Gabriel participou do painel sobre as mais recentes tecnologias empregadas no tratamento de resíduos. Hoje, já existem no Brasil diversas possibilidades tecnológicas para lidar com o tratamento de resíduos em consonância com uma economia de baixo carbono. O vice-presidente da ABiogás falou sobre o processo de biodigestão anaeróbica e aproveitamento energético de resíduos. O painel, mediado pelo mestre em Engenharia Sanitária e Ambiental Carlos Canejo, contou ainda com a participação do diretor executivo da AST Ambiente, Walter Plácido, e com Mr. Tao Yong, representante da empresa chinesa Jinjiang Environment, e Jorge Elias, diretor Técnico URE Barueri, que apresentaram o caso da URE Barueri.


Política Nacional de Resíduos Sólidos
Em 2010, foi promulgada no Brasil uma lei que estabeleceu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, fixando metas e prazos para os municípios brasileiros providenciarem a destinação correta do lixo produzido. Nove anos depois, o país ainda convive com 3 mil lixões e possui inúmeros desafios a serem enfrentados para avançar nesta questão.

O estudo, realizado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (SELURB) e a PwC Brasil, evidencia poucas mudanças na porcentagem média da cobertura da coleta de lixo, que ainda é de 76%. Outro número alarmante, e que teve pouca variação em relação à edição de 2018, é a quantidade de municípios que ainda têm lixão, 51%.  Apenas 3,9% dos resíduos são reciclados, ante 3,6% verificado no ano passado.

Os resultados do ISLU embasam o debate e jogam luz sobre a situação dos lixões e dos aterros sanitários no país. O estudo também aborda as novas práticas rumo a uma economia de baixo carbono na gestão de resíduos sólidos, o balanço da logística reversa de fluxos específicos em operação no país, seus ganhos e desafios e a comunicação sobre a temática em favelas e comunidades de baixa renda.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *